Com a corrida aérea cancelada, passei o sábado pedalando pela cidade que se intitula: “A maior pequena cidade do mundo”. Reno é outra cidade de Nevada famosa pelos cassinos, mas o que eu curti mesmo foi ver os moradores ao redor do limpíssimo rio que passa pela cidade. Margeado por gramas bem cortadas, jardins bem cuidados, a atividade por ali era intensa. Jovens se divertindo, famílias brincando com seus cachorros, velhinhos refletindo na vida e eu, me esforçando para esquecer a tragédia que presenciei no dia anterior. Foi um lindo dia de sol, assim como foi o dia seguinte nos estados de Nevada, Califórnia e a parte sul de Oregon por onde voei.
Como eu estava de bicicleta e o aeroporto de Reno-Tahoe era gigante levei bem uma hora para ter acesso ao cessninha. Imagina a cena: Um moleque descabelado (no caso, eu) com uma grande mochila surrada nas costas, pedalando uma bicicleta tentando convencer os seguranças que eu tinha um avião dentro daquele aeroporto. Um bom tempo depois estava decolando e logo sobrevoando o aeroporto onde aconteceu a corrida aérea.
Por cinco horas voei por grandes aéreas completamente inabitadas, principalmente nas altas elevações das montanhas rochosas. Ainda assim me surpreendi vendo uma casa no topo de uma montanha literalmente no meio do nada, e logo depois grandes áreas com vários sinais de atividades vulcânicas. É incrível poder reconhecer lá de cima os lugares por onde escorre as lavas dos vulcões. Às vezes parecia uma enorme calda de borracha.
No dia seguinte segui para Seattle num dia lindo com nuvens “sabor algodão-doce”. Na aproximação para o movimentadíssimo aeroporto da Boeing, fui sendo desviado de várias aeronaves. Autorizado para pouso na terceira posição (seguindo dois aviões), me posicionei 200 pés abaixo do circuito de tráfego padrão para garantir que estava livre do espaço aéreo “bravo” do outro aeroporto internacional de Seattle, Sea-Tac, e já na perna do vento, o controlador ainda me pede para fazer uma aproximação curta, já que vinha um Boeing 747-8 (o maior Boeing do mundo) para pouso atrás de mim, na posição 4! Já na (reta) final a torre ainda me avisa para ter cuidado com o helicóptero que se movimentava a minha frente. Garantir meu lugar nesse desafiante espaço aéreo já me fez suar litros nos meus primeiros voos solos naquele aeroporto, mas dessa vez pousei com um sorriso na cara apenas pensando: “De volta ao lar”…(Por mais um mês?)
Me apressei para dar espaço ao gigante (747-8) atrás de mim, pegar a câmera e registrar seu pouso. Mais fotos aqui. |
Olá Antônio. Acabo de voltar a Seattle, dessa vez para uma estadia mais rápida. Sim, meu clube, Wings Aloft, fica no Boeing Field, quando der da uma passada aqui, meu e-mail: gucanti@gmail.com
[]s
Gustavo
Olá Gustavo,
meu nome é Antonio e atualmente moro em Kirkland, WA. Encontrei seu blog por acaso enquanto procurava sites relacionados à aviação, e vôos entre Brasil e EUA.
Você mora na região de Seattle? Seu clube fica no KBFI?
[]s
Antonio.
E num era pra levar? Levei e ainda levo serissimo! 🙂 Saudades de vc Ilma! Obrigado pelos valiosos conselhos!
Felipe, o crater lake ja tava na minha lista de lugares a conhecer, mas so fui aprender os detalhes depois de me impressionar vendo ao vivo…
como os seguranças iam acreditar que esse menino todo mulambento tinha um avião né? hahaha. Já sabia do crater lake ou voou por ele e foi procurar as informações depois?
ola gustavo ainda bem q voçe levou a serio o q eu lhe disse nunca desista dos seus sonhos um gde abraço ilma